segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Campos de Futebol

OS CAMPOS DE FUTEBOL DA CIDADE DE SANTARÉM FAZEM PARTE DO PASSADO

Não sei se vocês têm noção do que eles representaram para os jovens e até para os coroas. É diversão. É saúde. É sociabilidade. Futebol é o nosso esporte. Muitos já não correm atrás da pelota porque não tem aonde. Eu vejo que os jovens e as crianças tentando praticar seu futebolzinho de fim de tarde e fim de semana no meio das ruas. Eu fui fã dos campinhos. Quando eu escrever minha biografia vou citar isso. Até consegui fazer UM GOL, na minha carreira de peladeiro. Não era tão bom jogador. Conheço muitos grandes jogadores que são ídolos que não fizeram nenhum. Exemplo: Marcão, goleiro do Palmeiras e pentacampeão pela seleção brasileira. Claro ele era goleiro.
Imaginem, o que fazem agora os peladeiros que praticavam esporte na Vera Paz (vendida para Cargil), CDP (lá havia 5 campos). O Campo da Assibama (deposito de madeira para ser queimada por vândalos), o Campo do Morango (onde marquei meu único tento), hoje é ocupado pela erremedo de universidade (que mais parece essas igrejas que surgem em armazéns). O Campo da SUDAM, depois UFRA (minha UNIVERSIDADE), hoje UFOPA, tinha projeto de ser viveiro florestal, depois prédios da Universidade. Não sei se já acabou, mas o certo que deixou de ser há muito tempo um espaço do povo. O campo que existia onde era o Mercadão 2000. E o Campo do América, no Bairro Aparecida, na verdade dois campos. Vai dar lugar a ginásio poliesportivo.
Viram? Só ai foram 11 campos, do goleiro ao ponta esquerda. E praticamente é uma parte da cidade que eu conheço mais. Não tem espaço para os jogadores eventuais e nem pode surgir daí novos jogadores profissionais. Quem se ocupava da prática de esporte, tão saudável à vida agora pode está se ocupando de coisas não tão saudávies. Nem um estádio de futebol que possa orgulhar a nossa terra tem totalmente construído. É muito mal cuidado pois serve a grande cultos religiosos, congressos e shows e o gramado não se recupera adequadamente.
E os políticos não vão dizer nada para devolver os espaços de lazer para a comunidade. Nos seus projetos não há menção a prática de esporte. E certo que tem afirmações vagas como “vou apoiar o esporte”, e não diz como para não se comprometer. O que vamos fazer? Acho que denunciar aqui já é um bom começo.

Diálogos


06/08/2012 14:20:00


 DIÁLOGO COM O ENSINO MÉDIO

Entender e estabelecer uma relação mais próxima da realidade do jovem que está no ensino médio. Com esse objetivo, 35 professores do ensino médio de escolas estaduais que participam do Programa Ensino Médio Inovador (Proemi) deram início, na manhã desta segunda-feira (6), ao Curso de Atualização Juventude Brasileira e Ensino Médio Inovador “Diálogos com o Ensino Médio”, ministrado pelo Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Observatório Jovem da Universidade Federal Fluminense (UFF) para professores de todo o país, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e Secretarias de Estado de Educação.

O projeto “Diálogos com o Ensino Médio” visa possibilitar a troca de informações e experiências entre professores diretamente envolvidos com o Ensino Médio, assim como a produção de conhecimento sobre este nível de ensino, possibilitando uma maior articulação entre os jovens alunos, a comunidade escolar, a comunidade acadêmica e os atores envolvidos na formulação de políticas públicas. Entre as temáticas abordadas pelo curso, que será desenvolvido em uma plataforma na internet, estão as relações de gênero, a sexualidade, a violência, e as novas tecnologias.

Ver, ouvir e registrar. Essas serão algumas das atividades que os professores cursistas terão que fazer ao londo do curso. De acordo com a coordenadora do curso, professora Licínia Correa, a ideia é que o professor possa entender melhor os conflitos dos jovens de hoje. “O que também requer uma mudança de postura do professor com o jovem, com uma relação mais horizontal”, explicou a coordenadora, destacando que “a ideia é promover uma aproximação de gerações”.

Para Erika Namias, professora de biologia e articuladora do Programa Ensino Médio Inovador na escola estadual José Valente Ribeiro, localizada no bairro do Coqueiro, a escola precisa acertar o compasso com a realidade vivenciada pela juventude. “Os alunos de hoje têm acesso a todo tipo de informação e isso ocorre de maneiras e velocidade distintas. Na escola em que trabalho, procuramos manter esse jovem o maior tempo possível dentro da escola. Para isso, nos valemos de metodologia que traga recursos tecnológicos”, afirmou a professora. Mas para tudo isso, acrescentou ela, “é preciso que o aluno entende ou descubra qual é a finalidade na escola, o que perpassa também por uma mudança de postura de nós, professores”.

Até dezembro deste ano, 450 professores das regiões Norte e Nordeste participarão do projeto. No primeiro semestre de 2013, serão atendidas as regiões centro-oeste, sudeste e sul. O curso foi planejado em torno das temáticas da juventude e Ensino Médio para contribuir na atuação dos professores articuladores do Programa Ensino Médio Inovador em suas respectivas escolas.

Ensino Médio Inovador - De acordo com o diretor de Ensino Médio e Educação Profissional da Seduc, professor José Roberto Alves, o curso de atualização vai ao encontro da necessidade de qualificação do profissional que atua no ensino médio e, sobretudo, consiga dialogar melhor com o jovem. “Este é um momento que podemos possibilitar que o nosso docente reflita e analise sobre o consciência do orientador que tem sobre o jovem para que esse jovem conheça o papel que ele tem na sociedade paraense”, disse o diretor.

O Programa Ensino Médio Inovador (Proemi) tem como objetivo apoiar e fortalecer o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas escolas de Ensino Médio. No Pará, 141 escolas da Região Metropolitana de Belém (RMB) e de municípios do interior do estado participam do Proemi, com a ampliação do tempo dos estudantes na escola e a garantia da formação integral com a inserção de atividades que tornem o currículo mais dinâmico, indo ao encontro das expectativas dos estudantes do Ensino Médio e das demandas da sociedade.

Texto: Mari Chiba
Fotos: Rai Pontes
Ascom/Seduc

UFPA promove diálogo com o ensino médio em agosto

Dialogar com jovens e professores do ensino médio das escolas públicas de todo o país, observar os problemas enfrentados por eles e apontar melhorias para a educação são os principais objetivos do projeto Diálogos com o Ensino Médio. A partir do dia 16 de agosto, o Estado do Pará receberá a equipe de pesquisadores do Projeto, que visitará escolas de Belém, Santarém e Moju, com o auxílio da equipe local formada por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e o apoio da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC/PA).
Fruto de uma parceria entre o Observatório da Juventude, da Universidade Federal de Minas Gerais, e o Observatório Jovem, da Universidade Federal Fluminense, com apoio da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, o Projeto conta com várias ações, sendo uma delas o Portal EM Diálogo, em que jovens estudantes de todo o Brasil podem expor o que pensam e o que acontece em suas escolas. Notícias, vídeos, fotos e blogs são algumas ferramentas que possuem espaço garantido no Portal.
Segundo a professora Jacqueline Serra Freire, do Instituto de Ciências da Educação da UFPA, membro da equipe local do Projeto, a parceria com o Estado do Pará e a UFPA surgiu devido aos baixos indicadores relacionados ao ensino médio na região, observados com os dados do Índice de Educação Básica (Ideb) e os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, o Pará é um exemplo da diversidade que o ensino básico no Brasil possui, em virtude dos diferentes padrões de qualidade dentro dos municípios e entre eles.
Durante 15 dias, pesquisadores de Minas Gerais e Rio de Janeiro, acompanhados dos pesquisadores locais, visitarão escolas do centro e da periferia de Belém, como o Colégio Estadual Paes de Carvalho e a Escola Barão de Igarapé Miri, no Guamá. Em Santarém e Moju, serão cinco e duas escolas respectivamente.
A pesquisa no Pará servirá como exemplo para outras que ocorrerão nos demais Estados do Brasil, e os resultados delas estarão todos no Portal. A professora Jacqueline Freire afirma que as pesquisas feitas poderão, inclusive, estimular o desenvolvimento de outros projetos acadêmicos e políticas educacionais voltadas para os jovens do ensino médio. “A ideia é que o projeto Diálogos e o Portal possam ser um canal de interlocução entre as escolas, os alunos, os professores e a sociedade em torno do ensino médio, na perspectiva de qualificá-lo e de referenciar a elaboração de políticas públicas voltadas para a reformulação da educação básica no Brasil”, esclarece a professora. (Ascom/UFPA)